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BardinAI

Como criar categorias na análise de conteúdo (a priori e a posteriori)

Os cinco critérios de Bardin, o que reprova uma categoria e como escrever a definição de cada uma.

Resposta curta

Categorias podem vir da teoria antes de olhar os dados (a priori), emergir da leitura do corpus (a posteriori) ou combinar as duas. Em qualquer caso elas precisam passar por cinco critérios: exclusão mútua, homogeneidade, pertinência, objetividade e produtividade. O erro mais comum é criar categorias que se sobrepõem, porque aí a mesma unidade caberia em duas e o número perde sentido.

A priori, a posteriori ou mista

A priori: você parte de um quadro teórico e testa se ele dá conta do material. Bom quando existe literatura consolidada e o objetivo é confirmar ou contestar.

A posteriori: as categorias emergem da leitura do corpus. Bom em tema pouco estudado, e é o caminho mais frequente em pesquisa exploratória.

Mista: você começa com categorias da teoria e admite novas que apareçam. É honesto e comum, desde que declarado.

Nenhuma é superior. O que a banca cobra é coerência entre o que você declarou e o que fez.

Os cinco critérios, e como cada um reprova uma categoria

Como escrever a definição de uma categoria

Três partes, numa frase ou duas: o que entra, o que não entra, e um exemplo literal do corpus.

Exemplo: "Sobrecarga de trabalho: relatos de aumento de jornada, acúmulo de funções ou exaustão. Não inclui reclamações sobre salário, que ficam em Condições contratuais. Exemplo: eu trabalhava até meia-noite preparando material".

O trecho de exemplo é o que salva você três semanas depois, quando a memória do que você quis dizer já se apagou.

Quantas categorias?

Não há número certo, mas há sintomas. Menos de três normalmente indica categorias amplas demais, do tipo que cabe qualquer coisa. Mais de doze normalmente indica que você está descrevendo em vez de categorizar, e vai ter dificuldade de interpretar o conjunto.

Entre cinco e nove é onde a maioria dos trabalhos se acomoda, e não por acaso: é o que caberia num quadro de resultados legível.

Onde o BardinAI entra

O BardinAI propõe categorias a partir do seu corpus já com nome, definição e um exemplo literal, seguindo os critérios de Bardin, e você aprova, edita ou descarta uma por uma. Nada entra na análise sem o seu aval, e as definições ficam registradas para você citar no método.

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Perguntas frequentes

Categoria e subcategoria: preciso das duas?

Só se o material pedir. Subcategoria ajuda quando uma categoria produtiva tem variações que interessam à discussão, e atrapalha quando é criada para parecer mais elaborada.

Posso usar as categorias de outro autor?

Sim, e é categorização a priori. Cite a fonte e explique por que aquele quadro serve ao seu corpus.

O que faço com uma categoria que só teve duas ocorrências?

Avalie fundir com outra ou tratá-la como achado marginal, dizendo isso no texto. O que não convém é apresentá-la em pé de igualdade com uma categoria de trinta ocorrências.