É permitido usar IA na dissertação e na tese? O que dizem as regras
O que mudou com a portaria do CNPq de 2026, o que continua proibido e como declarar.
Resposta curta
Usar IA na pesquisa não é proibido, mas passou a ser obrigatório declarar. A Portaria 2.664/2026 do CNPq, publicada em março de 2026, exige que pesquisadores e bolsistas declarem o uso de ferramentas de IA generativa em qualquer fase do trabalho, da concepção à submissão, especificando a ferramenta e a finalidade. Cada programa de pós e cada periódico pode ter regras próprias, em geral no mesmo sentido.
O que a norma exige
Declarar o uso de IA generativa em todas as etapas, especificando qual ferramenta e para quê. A exigência alcança quem tem vínculo com atividades financiadas ou apoiadas pelo CNPq, e a política trata de integridade em todas as fases, da concepção à divulgação.
A leitura prática: não é a ferramenta que está em questão, é a transparência sobre o uso dela e a responsabilidade humana pelo resultado.
O que continua fora de questão
- Apresentar como seu um texto que você não leu, não verificou e não pode defender.
- Referência bibliográfica inventada. É o problema mais frequente com IA generativa e o mais fácil de a banca detectar, porque basta procurar o DOI.
- Inserir projeto de pesquisa de terceiro em ferramenta de IA para emitir parecer, o que a portaria veda expressamente.
- Atribuir autoria à ferramenta. Autoria pressupõe responsabilidade, e software não responde por nada.
Como se proteger, na prática
- Verifique cada referência antes de citar. Procure o DOI e confirme que o artigo existe e diz o que você afirma que diz.
- Leia cada parágrafo que a ferramenta propôs e reescreva o que não soa como você. Texto que você não consegue explicar na defesa não deve estar no trabalho.
- Escreva a declaração antes de submeter, não depois de perguntarem.
- Consulte a norma do seu programa. Algumas exigem seção própria, outras aceitam menção no método.
O medo legítimo, e o que fazer com ele
Muita gente evita declarar por medo de que a declaração seja lida como confissão. Na prática o efeito tende a ser o contrário: declaração específica e bem escrita demonstra domínio do processo.
O que gera suspeita é texto genérico sem declaração, não declaração honesta.
Onde o BardinAI entra
O BardinAI foi desenhado para caber nessa regra em vez de fugir dela. Ele entrega o texto explicitamente como proposta a revisar, busca referências reais em bases acadêmicas com DOI verificado, marca o ponto quando não encontra em vez de inventar, e gera um modelo de declaração de uso de IA no padrão que o CNPq passou a exigir, para você revisar e assinar.
A autoria é sua, e continua sendo. Nenhuma publicação deve sair sem o seu aval.
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Você revisa e assina tudo.
Perguntas frequentes
A portaria do CNPq proíbe usar IA na pesquisa?
Não proíbe o uso. Exige declaração do uso, com especificação da ferramenta e da finalidade, e veda usos específicos, como inserir projeto de terceiro em IA para emitir parecer.
Vale para quem não tem bolsa do CNPq?
A portaria alcança quem tem vínculo com atividades financiadas ou apoiadas pelo CNPq. Fora disso, valem as regras do seu programa e do periódico, que vêm seguindo direção parecida.
Preciso declarar se usei IA só para revisar o português?
As normas atuais pedem declaração de uso de IA generativa em qualquer fase, e revisão de texto é uma delas. Declarar um uso pequeno custa uma frase.